14 de dezembro de 2008

João Evangelista inaugura novas instalações do auditório Fernando Falcão


O presidente da Assembléia Legislativa, deputado João Evangelista (PSDB), inaugurou, nesta quinta-feira, 11, as instalações do auditório Fernando Falcão, inserido na nova sede do Legislativo estadual. O evento marcou ainda o lançamento dos três primeiros volumes do livro “A História da Assembléia Legislativa”, de um total de seis volumes, do escritor e desembargador, Milson Coutinho.
O evento reuniu autoridades como a procuradora-geral de Justiça do Estado, Fátima Travassos, o desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, que representou o Tribunal de Justiça, o desembargador Paulo Velten, o presidente da Academia Maranhense de Letras, Lino Moreira, e os escritores Benedito Buzar e Sebastião Duarte, que colaboraram com a obra de Milson Coutinho, além de deputados e magistrados.
Em tom eloqüente, o deputado César Pires (DEM) exaltou a qualidade do público presente no auditório, formado em sua maioria de escritores e intelectuais. “É a maior platéia científico-cultural que esta Assembléia já viu”. Em alusão ao livro de Milson Coutinho, Pires lembrou que há sonhos que só se realizam pelo talento de outras pessoas.
Para César Pires, ao documentar os fatos que marcaram a Assembléia Legislativa ao longo de quase dois séculos, Milson Coutinho deu formas objetivas a uma velha aspiração dos deputados, resgatando uma memória que poderia se perder nos guetos e nos porões da história. “Trata-se da maior obra da Assembléia Legislativa, sem termos escrito uma única vírgula”.
O presidente João Evangelista preferiu render homenagem ao autor. “V. Exa. é um marco na história da magistratura”, disse, reportando-se a Milson Coutinho que, como desembargador, presidiu o Tribunal de Justiça.
O LIVRO
Dividido em seis volumes, A História da Assembléia Legislativa é uma compilação de personagens e fatos que marcaram a vida do Parlamento estadual ao longo de quase 200 anos. Intitulado Período Monárquico, o primeiro volume narra uma sucessão de episódios a partir de 1829, quando surge o Conselho Geral da Província, e vai até o advento da proclamação da República em 1889, dois anos após a extinção da Assembléia Legislativa Provincial.
O segundo volume, ou Período Republicano, reconstitui os primeiros anos da República, quando a Assembléia passou a denominar-se Congresso do Maranhão, e encerra-se com a ascensão de Getúlio Vargas ao Poder, em 1930. É o fim da chamada República Velha.
No terceiro volume, o livro retrata a atuação da Assembléia Legislativa no primeiro ciclo de Getúlio Vargas, encerrando-se em 1937, com a decretação do Estado Novo, que mergulha o país num regime de exceção e transforma Vargas em ditador.
A PALESTRA
Entre os atos da inauguração, Milson Coutinho ministrou uma palestra cuja essência procurou inserir a nova sede do Legislativo no contexto da própria história do Maranhão.
Ele tomou como base a data de inauguração (18/11/2008) do novo prédio, situado ao lado do Multicenter Sebrae, no Cohafuma. Segundo ele, 2008 é um ano emblemático porque marca os 400 anos de nascimento do padre Antônio Vieira, maior orador sacro da língua portuguesa, que com suas cartas e sermões ampliou as fronteiras do Maranhão mundo a fora.
O ano de 2008, ainda de acordo com Coutinho, assinala também os 490 anos do primeiro parlamento do Maranhão, efetivado com a Câmara Municipal de São Luís. Para o escritor, a nova sede da Assembléia é uma obra majestosa que dará maior visibilidade ao Parlamento Estadual. Ele destacou a condição do povo como fonte primeira e única do poder, para lembrar que os aplausos e contestações na inauguração da nova sede devem ser interpretados como um direito inalienável. “Isso faz parte da conquista do Parlamento, é a plenitude da democracia”, avalizou.
Para finalizar, Milson Coutinho rendeu um tributo especial ao presidente João Evangelista e aos demais membros da atual Mesa Diretora. “Fiquem certos de que vocês [ao construírem a nova sede da Assembléia] entraram para a glória da história do Maranhão pela porta da frente. Entraram para [dela] não mais sair”.
O ESPETÁCULO
No encerramento da cerimônia, o grupo de teatro “Sol Nascente”, formado por crianças da Ilhinha, encenou a peça “Brasil, um sonho de Liberdade”, que reproduziu os fatos políticos que marcaram a vida recente do país, desde a ditadura militar até a eleição de Lula, passando pelo movimento das Diretas Já e pelo fim do Colégio Eleitoral.
Fonte: Secom

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